Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

DANÇAS TRADICIONAIS

 O tipo de dança mais caracteristico de Baião é o folclore, sendo mesmo o mais apreciado, principalmente, pelos mais idosos, visto que, actualmente, os jovens se interessam por outros tipos de músicas mais modernos como hip-hop, r&b, pop, rock, entre outros. Mas  no que respeita a esta vila simples e acolhedora o folclore é característico. Estes utilizam instrumentos variados, como a viola de chula, o cavaquinho e a rebeca, entre outros.  São muitos os Ranchos Folclóricos do Concelho, fizemos o seu levantamento:

Rancho de Sta Cruz:

 

 

Fonte:http://www.eb1-porto-ferrado.rcts.pt/anossaterra.htm

O movimento cívico que em 1974 constituiu um grupo a que se chamou Rancho Folclórico não tinha na ocasião a referência autêntica da cultura popular. Era sobretudo um conjunto de boas vontades, daqueles que gostavam de dançar, de tocar e de cantar.A intervenção da Federação de Folclore Português em 1982 através do seu Presidente, Senhor Augusto Gomes dos Santos, foi decisiva pois, permitiu que se procedesse a uma viragem histórica conferindo-lhe veracidade.Houve uma grande pesquisa das danças, de cantares de tradições de usos e costumes que se desenvolveram por várias freguesias deste concelho, nomeadamente em Santa Cruz do Douro, S. Tomé de Covelas, Grilo e Mesquinhata e assim formalizou-se a entrada do Racho Folclórico na Federação do Folclore Português.  Mais tarde, em 6 de Fevereiro de 1988, veio conferir ao Rancho Folclórico da Associação Cultural e Recreativa de Santa Cruz do Douro o título mais apetecível que era o de ser seu membro de pleno direito. A partir daí o Rancho Folclórico tem vindo a manter-se fiel ao seu compromisso, aprofundando o ambiente que o rodeia com a construção da sua sede que é um autêntico espaço de verdadeira cultura popular a que chamamos: Casa do Lavrador. Foi premiado com a medalha de prata da cidade Chioleches – Guadalajara, em Espanha pelo Alcaide daquela cidade em 1994

 

Rancho Folclórico de Ancede 

Entrevista feita a um dos membros do rancho acima solicitado:

 

      P.: Quem faz parte da direcção do grupo?

            R.: José Fernando Madureira dos Santos e Horácio Pinto Vieira.

      P.: Quando e como se iniciou este grupo?

R.: Iniciou-se em 2003 numa brincadeira de Carnaval.

      P.: Quantos membros têm no grupo?

            R.: São 11 músicos e 8 pares que dançam, ou seja, ao todo somos 27 membros.

     P.: Entre que idades são os membros do grupo?

            R.: As idades variam entre os 15 aos 70 anos.

      P.: Que tipo de instrumentos acompanham as músicas?

            R.: Os instrumentos são: viola, ferrinhos, bombo, cavaquinhos e acordeão.

      P.: Já alguma vez actuaram fora do concelho de Baião? Se sim, onde?

            R.: Sim. No concelho de Cinfães e Pinhão. 

      P.: Em que tipos de festas costumam actuar?

            R.: Nas festas de verão, nos bailes da freguesia, do concelho e fora do concelho.

     P.: Ensaiam regularmente ou apenas quando têm alguma festa?

            R.: Ensaiamos normalmente, mas mais quando temos alguma saída.

      P.: Já ganharam algum prémio simbólico?

            R.: Sim, ganhámos o estandarte do rancho oferecido pela Junta da Freguesia de Ancede.

 

    P.: Que tipo de trajes usam?

            R.: Os trajes são: Lavadeira, Ceifeira, Podador, o traje de domingo e Pescador.

    P.: Em que épocas costumam actuar mais?

            R.: Actuamos mais no verão.

 

Rancho Folclórico de Gestaço (ww//folclore-online.com/grupos/pt/adc_gestaco), Rancho folclórico de Frende,Rancho Folclórico de Valadares «as ceifeiras de Valadares» São outros Ranchos que estamos a fazer o levantamento.

 

Nas danças tradicionais dá-mos relevo à Chula de Baião, o Malhão, a Contra-Dança e a Cana-Verde.

A chula é uma dança muito difundida em Portugal.  Esta caracteriza-se pela agilidade do sapateio do sapateio do peão/peões, em disputas, sapateando sobre uma lança estendida no salão. A chula era dançada somente por homens, ao desafio. Diz-se que esta é originária do Minho e do Douro, do folclore português, embora alguns estudiosos a relacionem com o Lundú ou o Baião, com relação à música, daí esta ser tão tradicional no concelho. Esta era dançada da seguinte forma: dois dançarinos ficavam frente a frente tendo entre si uma lança de quatro metros de comprimento. Um dos oponentes executava uma sequência de difíceis passos coreográficos indo até à extremidade oposta da lança e retornando ao seu ponto de partida. Ao segundo oponente cabia repetir o passo do primeiro e fazer um mais difícil, ao que o seu oponente deveria fazer o mesmo. Perdia a disputa aquele que saísse o ritmo, errasse o passo, perdesse o ritmo ou chutasse a lança. Ultimamente as suas regras foram modificadas, adaptando esta aos campeonatos regionais, os rodeios, mas a ideia de criatividade e difícil execução dos passos como objectivo de disputa foi mantida, o que tem tornado o concurso individual mais procurado do que o tradicionalista.

A contradança é, das danças que ainda hoje persistem no nosso povo, uma das mais antigas. O seu nome original (country dance – dança campestre) revela a sua proveniência inglesa e popular. Nessa designação englobavam todas as danças originárias do campo e não apenas uma delas, ou sequer um tipo. Havia dois grandes tipos de country: os rounds (danças circulares em que homens alternavam com mulheres) e os longways (danças de coluna em que uma fila de homens se posiciona em frente da fila de mulheres, apresentando uma grande variedade de figuras, como arcos, estrelas, cadeias, passeio, idas ao meio, etc.). Em Portugal, sabe-se que nos princípios do século XVIII se dançava a contradança, desconhecendo-se porém se foi introduzida pelas colónias de ingleses cá implantados na época, sobretudo no Norte, daí a sua relevância no Concelho de Baião. Tem-se indicado a colónia inglesa do Porto como responsável por essa introdução. Há ainda um relato que diz que a nível popular, a província que ainda hoje mantém com maior vitalidade o cultivo desta dança e das quadrilhas é o Douro Litoral. A subsistência da contradança nos meios rurais é desde logo visível na própria designação, mas também , quando ela se perdeu, nos esquemas rítmicos de muitos bailes populares, pois são muitos os existentes no Concelho de Baião. Tal como os bailes de Valadares, de Gestaçô, de Tresouras, entre muitos outros.Tal como hoje, em alguns locais é usada, a contradança tinha como principal função servir para os bailes populares ao longo de todo o ano, como as restantes danças

 A Cana-Verde é tradicional de Portugal e tornou-se popular no nosso concelho. Naturalmente foi adquirindo cores locais, em cada região e desta forma produzindo variantes desta. Apresente a seguinte coreografia: cada par, de braço dado, passeia no sentido dos ponteiros do relógio, um atrás do outro enquanto o músico solista executa uma introdução. Uma vez fechado o círculo, as moças realização uma giro-saudação, tomadas pela mão direita dos cavalheiros; soltam-se as mãos, e os pares frente-a-frente, à espera da dança. Ficam formados dois círculos: o de homens (por fora), e o de damas (ao centro).

O malhão é também uma dança muito tradicional do Norte e faz parte de um folclore bem português, é bastante usado também nos bailes populares, e é uma dança feita por pares. Na nossa vila de Baião é bastante tradicional, mas também é das músicas mais conhecidas pelos jovens, mesmo por aqueles que não se interessam sobre o assunto, conhecem sempre o malhão.

 

 

publicado por gerbasio às 09:32

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DIA DAS MÃES

O Dia das Mães tem a sua origem no princípio do século XX, quando uma jovem americana, Anna Jarvis, perdeu sua mãe e entrou em completa depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a ideia de perpetuar a memória da mãe de Annie com uma festa. Annie quis que a homenagem fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas. Em pouco tempo, a comemoração e consequentemente o Dia das Mães alastrou por todos Estados Unidos. Parece que só nos lembramos delas quando as perdemos, nós não... a nossa turma vem desta forma mandar um beijinho a todas as mães da nossa turma e a todas as mães do concelho. UM GRANDE BEIJO, NESTE DIA ESPECIAL.

 

No nosso Agrupamento temos visto ideias maravilhosas para homenagear as mães, principalmente os professores do 1º, 2º Ciclo e pré-escolar, parabéns pelo trabalho que têm desenvolvido, agora que estamos na fim do nosso Ciclo de estudos sabemos reconhecer isso...nessa altura nunca nos esquecíamos do dia... bem hajam pelo trabalho que fazem.

 

Vamos transcrever um excerto do poema que os alunos do pré-escolar do Jardim de Prenhô trouxeram para as mães, juntamente com uma moldura com o decalque das suas mãos:

 

MÃE

Para todas as mães,

Que com amor,

Nos ajudam a crescer!

As nossas mãos pintamos,

Para nos lembrarmos,

Das nossas carícias,

Dos vossos ralhetes,

Do vosso trabalho,

Do vosso cansaço,

Das belas histórias,

Que as vossas mãos folheiam,

Do beijo para nós adormecermos,

Por tudo aquilo que não conseguimos dizer...

Obrigado pelo teu amor,

Pela tua dedicação,

Pelo trabalho que tens comigo!

 

Alunos da Educadora Isabel Ferreira

 

publicado por gerbasio às 08:44

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