Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

DANÇAS TRADICIONAIS

 O tipo de dança mais caracteristico de Baião é o folclore, sendo mesmo o mais apreciado, principalmente, pelos mais idosos, visto que, actualmente, os jovens se interessam por outros tipos de músicas mais modernos como hip-hop, r&b, pop, rock, entre outros. Mas  no que respeita a esta vila simples e acolhedora o folclore é característico. Estes utilizam instrumentos variados, como a viola de chula, o cavaquinho e a rebeca, entre outros.  São muitos os Ranchos Folclóricos do Concelho, fizemos o seu levantamento:

Rancho de Sta Cruz:

 

 

Fonte:http://www.eb1-porto-ferrado.rcts.pt/anossaterra.htm

O movimento cívico que em 1974 constituiu um grupo a que se chamou Rancho Folclórico não tinha na ocasião a referência autêntica da cultura popular. Era sobretudo um conjunto de boas vontades, daqueles que gostavam de dançar, de tocar e de cantar.A intervenção da Federação de Folclore Português em 1982 através do seu Presidente, Senhor Augusto Gomes dos Santos, foi decisiva pois, permitiu que se procedesse a uma viragem histórica conferindo-lhe veracidade.Houve uma grande pesquisa das danças, de cantares de tradições de usos e costumes que se desenvolveram por várias freguesias deste concelho, nomeadamente em Santa Cruz do Douro, S. Tomé de Covelas, Grilo e Mesquinhata e assim formalizou-se a entrada do Racho Folclórico na Federação do Folclore Português.  Mais tarde, em 6 de Fevereiro de 1988, veio conferir ao Rancho Folclórico da Associação Cultural e Recreativa de Santa Cruz do Douro o título mais apetecível que era o de ser seu membro de pleno direito. A partir daí o Rancho Folclórico tem vindo a manter-se fiel ao seu compromisso, aprofundando o ambiente que o rodeia com a construção da sua sede que é um autêntico espaço de verdadeira cultura popular a que chamamos: Casa do Lavrador. Foi premiado com a medalha de prata da cidade Chioleches – Guadalajara, em Espanha pelo Alcaide daquela cidade em 1994

 

Rancho Folclórico de Ancede 

Entrevista feita a um dos membros do rancho acima solicitado:

 

      P.: Quem faz parte da direcção do grupo?

            R.: José Fernando Madureira dos Santos e Horácio Pinto Vieira.

      P.: Quando e como se iniciou este grupo?

R.: Iniciou-se em 2003 numa brincadeira de Carnaval.

      P.: Quantos membros têm no grupo?

            R.: São 11 músicos e 8 pares que dançam, ou seja, ao todo somos 27 membros.

     P.: Entre que idades são os membros do grupo?

            R.: As idades variam entre os 15 aos 70 anos.

      P.: Que tipo de instrumentos acompanham as músicas?

            R.: Os instrumentos são: viola, ferrinhos, bombo, cavaquinhos e acordeão.

      P.: Já alguma vez actuaram fora do concelho de Baião? Se sim, onde?

            R.: Sim. No concelho de Cinfães e Pinhão. 

      P.: Em que tipos de festas costumam actuar?

            R.: Nas festas de verão, nos bailes da freguesia, do concelho e fora do concelho.

     P.: Ensaiam regularmente ou apenas quando têm alguma festa?

            R.: Ensaiamos normalmente, mas mais quando temos alguma saída.

      P.: Já ganharam algum prémio simbólico?

            R.: Sim, ganhámos o estandarte do rancho oferecido pela Junta da Freguesia de Ancede.

 

    P.: Que tipo de trajes usam?

            R.: Os trajes são: Lavadeira, Ceifeira, Podador, o traje de domingo e Pescador.

    P.: Em que épocas costumam actuar mais?

            R.: Actuamos mais no verão.

 

Rancho Folclórico de Gestaço (ww//folclore-online.com/grupos/pt/adc_gestaco), Rancho folclórico de Frende,Rancho Folclórico de Valadares «as ceifeiras de Valadares» São outros Ranchos que estamos a fazer o levantamento.

 

Nas danças tradicionais dá-mos relevo à Chula de Baião, o Malhão, a Contra-Dança e a Cana-Verde.

A chula é uma dança muito difundida em Portugal.  Esta caracteriza-se pela agilidade do sapateio do sapateio do peão/peões, em disputas, sapateando sobre uma lança estendida no salão. A chula era dançada somente por homens, ao desafio. Diz-se que esta é originária do Minho e do Douro, do folclore português, embora alguns estudiosos a relacionem com o Lundú ou o Baião, com relação à música, daí esta ser tão tradicional no concelho. Esta era dançada da seguinte forma: dois dançarinos ficavam frente a frente tendo entre si uma lança de quatro metros de comprimento. Um dos oponentes executava uma sequência de difíceis passos coreográficos indo até à extremidade oposta da lança e retornando ao seu ponto de partida. Ao segundo oponente cabia repetir o passo do primeiro e fazer um mais difícil, ao que o seu oponente deveria fazer o mesmo. Perdia a disputa aquele que saísse o ritmo, errasse o passo, perdesse o ritmo ou chutasse a lança. Ultimamente as suas regras foram modificadas, adaptando esta aos campeonatos regionais, os rodeios, mas a ideia de criatividade e difícil execução dos passos como objectivo de disputa foi mantida, o que tem tornado o concurso individual mais procurado do que o tradicionalista.

A contradança é, das danças que ainda hoje persistem no nosso povo, uma das mais antigas. O seu nome original (country dance – dança campestre) revela a sua proveniência inglesa e popular. Nessa designação englobavam todas as danças originárias do campo e não apenas uma delas, ou sequer um tipo. Havia dois grandes tipos de country: os rounds (danças circulares em que homens alternavam com mulheres) e os longways (danças de coluna em que uma fila de homens se posiciona em frente da fila de mulheres, apresentando uma grande variedade de figuras, como arcos, estrelas, cadeias, passeio, idas ao meio, etc.). Em Portugal, sabe-se que nos princípios do século XVIII se dançava a contradança, desconhecendo-se porém se foi introduzida pelas colónias de ingleses cá implantados na época, sobretudo no Norte, daí a sua relevância no Concelho de Baião. Tem-se indicado a colónia inglesa do Porto como responsável por essa introdução. Há ainda um relato que diz que a nível popular, a província que ainda hoje mantém com maior vitalidade o cultivo desta dança e das quadrilhas é o Douro Litoral. A subsistência da contradança nos meios rurais é desde logo visível na própria designação, mas também , quando ela se perdeu, nos esquemas rítmicos de muitos bailes populares, pois são muitos os existentes no Concelho de Baião. Tal como os bailes de Valadares, de Gestaçô, de Tresouras, entre muitos outros.Tal como hoje, em alguns locais é usada, a contradança tinha como principal função servir para os bailes populares ao longo de todo o ano, como as restantes danças

 A Cana-Verde é tradicional de Portugal e tornou-se popular no nosso concelho. Naturalmente foi adquirindo cores locais, em cada região e desta forma produzindo variantes desta. Apresente a seguinte coreografia: cada par, de braço dado, passeia no sentido dos ponteiros do relógio, um atrás do outro enquanto o músico solista executa uma introdução. Uma vez fechado o círculo, as moças realização uma giro-saudação, tomadas pela mão direita dos cavalheiros; soltam-se as mãos, e os pares frente-a-frente, à espera da dança. Ficam formados dois círculos: o de homens (por fora), e o de damas (ao centro).

O malhão é também uma dança muito tradicional do Norte e faz parte de um folclore bem português, é bastante usado também nos bailes populares, e é uma dança feita por pares. Na nossa vila de Baião é bastante tradicional, mas também é das músicas mais conhecidas pelos jovens, mesmo por aqueles que não se interessam sobre o assunto, conhecem sempre o malhão.

 

 

publicado por gerbasio às 09:32

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DIA DAS MÃES

O Dia das Mães tem a sua origem no princípio do século XX, quando uma jovem americana, Anna Jarvis, perdeu sua mãe e entrou em completa depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a ideia de perpetuar a memória da mãe de Annie com uma festa. Annie quis que a homenagem fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas. Em pouco tempo, a comemoração e consequentemente o Dia das Mães alastrou por todos Estados Unidos. Parece que só nos lembramos delas quando as perdemos, nós não... a nossa turma vem desta forma mandar um beijinho a todas as mães da nossa turma e a todas as mães do concelho. UM GRANDE BEIJO, NESTE DIA ESPECIAL.

 

No nosso Agrupamento temos visto ideias maravilhosas para homenagear as mães, principalmente os professores do 1º, 2º Ciclo e pré-escolar, parabéns pelo trabalho que têm desenvolvido, agora que estamos na fim do nosso Ciclo de estudos sabemos reconhecer isso...nessa altura nunca nos esquecíamos do dia... bem hajam pelo trabalho que fazem.

 

Vamos transcrever um excerto do poema que os alunos do pré-escolar do Jardim de Prenhô trouxeram para as mães, juntamente com uma moldura com o decalque das suas mãos:

 

MÃE

Para todas as mães,

Que com amor,

Nos ajudam a crescer!

As nossas mãos pintamos,

Para nos lembrarmos,

Das nossas carícias,

Dos vossos ralhetes,

Do vosso trabalho,

Do vosso cansaço,

Das belas histórias,

Que as vossas mãos folheiam,

Do beijo para nós adormecermos,

Por tudo aquilo que não conseguimos dizer...

Obrigado pelo teu amor,

Pela tua dedicação,

Pelo trabalho que tens comigo!

 

Alunos da Educadora Isabel Ferreira

 

publicado por gerbasio às 08:44

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Quinta-feira, 1 de Maio de 2008

O 1º DE MAIO

O 1º de Maio é para nós mais um desejado feriado. Procuramos aproveitá-lo ao máximo, é tempo de testes, de descansar...estão à «porta» os exames... Mas porquê este feriado? A sua história remonta ao século XIX. No dia 1º de Maio de 1886, 500 mil trabalhadores saíram às ruas de Chicago, nos Estados Unidos, em manifestação pacífica, exigindo a redução da jornada para oito horas de trabalho. A polícia reprimiu a manifestação, dispersando a concentração, depois de ferir e matar dezenas de operários. Mas os trabalhadores não se deixaram abater, todos achavam que eram demais as horas diárias de trabalho, por isso, no dia 5 de Maio de 1886, quatro dias depois da reivindicação de Chicago, os operários voltaram às ruas e foram novamente reprimidos: 8 líderes presos, 4 trabalhadores executados e 3 condenados a prisão perpétua. Foi este o resultado desta segunda manifestação. A luta não parou e a solidariedade internacional pressionou o governo americano a anular o falso julgamento e a elaborar novo júri, em 1888. Os membros que constituíam o júri reconheceram a inocência dos trabalhadores, culparam o Estado americano e ordenaram que soltassem os 3 presos. Em 1889 o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, decretou o 1º de Maio, como o Dia Internacional dos Trabalhadores, um dia de luto e de luta. Só a partir de Maio de 1974 (o ano da revolução do 25 de Abril) é que se passou a comemorar livremente o Primeiro de Maio e este passou a ser feriado em Portugal. Durante a ditadura do Estado Novo, a comemoração deste dia era reprimida pela polícia. O Dia Mundial dos Trabalhadores é comemorado por todo o país, sobretudo com manifestações, comícios e festas de carácter reivindicativo. No Algarve, é costume a população fazer pic-nics e são organizadas algumas festas na região.

 

 

 

Este ano o 1º de Maio coincidiu com a festa do trigo. Repleto de significado religioso, também conhecido como Festa da Colheita era uma celebração agrícola, originalmente, realizada no lugar onde se cultivava o trigo e a cevada, entre outros produtos agrícolas. Posteriormente, essa celebração foi levada para os lugares de culto, particularmente, o Templo de Jerusalém.

 

 

 

Baião, como temos vindo a demonstrar, rico em tradições, tem também uma para este dia. É uso na nossa terra as tradições das Maias, flores das gestas, que se devem colocar nas portas e todas as entradas possíveis do Diabo ou Carrapato. Dai que se veja também nos carros, janelas ...por todo lado no dia 1º de Maio.

 

 

 

                                                       

                        

                                                   Maias abertas nesta altura do ano

 

 

 

 

 

 

publicado por gerbasio às 17:23

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Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

COMEMOROU-SE O 25 DE ABRIL NA ESCOLA

Coronel José Luís Bacelar Ferreira

 

A turma do 12ºC , os professores de História do 9º e 12º ano comemoraram o 25 de Abril antes do dia. Este evento teve início pelas 15h do dia 22 de Abril, tendo como convidados as turmas do 9º e 12º ano da mesma escola e professores. Esta turma quis fazer algo diferente convidando um Coronel que havia participado no 25 de Abril de 1974,  o Coronel José Luís Machado Bacelar Ferreira acedeu ao pedido, falando da experiência pela qual ele havia passado. Além do Coronel deu-se também a visualização de um filme sobre o acontecimento: “Capitães de Abril”.

O evento iniciou-se com a entrega de cravos elaborados pela turma organizadora (12ºC ), de seguida, deu-se a entrada dos alunos e quando todos se encontravam no seu devido lugar deu-se início à rodagem do filme. Este foi seguido com grande interesse, visto que se tratava de um filme baseado em factos verídicos. Após a rodagem do filme, o Coronel deu início ao seu relato de acontecimentos vivenciados por ele próprio, fornecendo algumas informações pessoais.

O Coronel, José Luís Machado Bacelar Ferreira, nasceu no Vale S. Cosme em Vila Nova de Famalicão em 1 de Fevereiro de 1943. No Dia 25 de Abril de 1974 estava colocado no Posto Militar como Capitão nos Serviços de Administração Militar SAM ), tendo colocação no 25 de Abril de 1974 no Batalhão de Administração BAM ) na Póvoa de Varzim. Este revelou-nos que, colocado no BAM em Abril de 1974, assumiu como elemento do Movimento das Forças Armadas o comando da Unidade e participou nas acções militares que lhe foram atribuídas (ocupação da Ponte de Vila de Conde, sobre o rio Ave e ocupação da emissora de rádio de Azurara). Além disso, dispôs algumas informações que achou importante realçar: depois do 25 de Abril em Maio, é colocado em Moçambique, onde participou em acções de descolonização e onde permaneceu até à independência. Em Junho de 1975 é colocado no Regimento de Infantaria em Braga (RI Braga) onde se encontrava no 25 de Novembro, tendo sido transferido para o BAM que vem a comandar após a extinção do RI Braga. Fora colocado no Quartel-general da Região Militar do Norte QG RMN ), onde foi promovido a Coronel, passando à reforma em 1993. Hoje em dia é sócio fundador da Associação 25 de Abril e defendendo a sua opinião, revelou-nos ainda que o sucedido não foi uma Revolução, mas um Golpe de Estado (algo questionável, ou não?).

34 Anos após a Revolução, o Coronel dispôs-se a participar neste evento, respondendo a todas as perguntas elaboradas pelos alunos interessados, no fim do seu relato, demonstrando grande disponibilidade e paciência .

           

  

          

           

 

 

 

Fica um cravo para recordação e um sorriso.

 

 

 

Coronel e Professores organizadores

Recolhendo material disperso da época, principalmente ligado com o ensino, e, com cartazes alusivos ao 25 de Abril, fez-se uma exposição na Escola. Mais um feriado histórico que não foi esquecido na nossa escola. 

     

Autora: Carla Moura 

publicado por gerbasio às 16:21

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Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

REFLECTIMOS SOBRE AS IDEIAS DE RICHARD FLORIDA

A nossa professora recolheu textos dos jornais sobre a conferência que realizou no dia 17 de Abril, na Fundação Gulbenkian, analisamos na aula e consideramos as suas ideias muito pertinentes para o concurso. Apresentou a teoria dos três T (Tecnologia, Talento, e Tolerância) que consideramos desejável para o nosso Concelho. Teoria chave do desenvolvimento económico das cidades ou das regiões, com inúmeras repercussões e imensas potencialidades. Gostamos de reflectir sobre o que chamou a «classe criativa», quem usa a criatividade como motor da sua actividade, será quem irá dominar o século futuro, recusam serem actores passivos no local onde habitam, consideramos que foi uma boa reflexão para nós, procuraremos sê-lo no futuro. Acreditamos também que Baião é único e autêntico, representativa dos valores e identidades dos seus habitantes, ainda «em bruto» é certo,  precisa de saber valorizar isso mesmo. Não podemos fazer parte do grupo que chama serem «cidades de segunda», as que têm receio de abraçar novas dinâmicas sociais e culturais. De facto muitas vezes somos nós os jovens que fazemos isso da terra em que vivemos porque não participamos civicamente nas actividades que existem e encaramos «as novidades» como coisas estranhas... a nossa reflexão foi útil nesse sentido.

publicado por gerbasio às 16:30

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REALIZOU-SE O DEBATE «VALORIZAÇÃO DO PATRIMÓNIO HISTÓRICO E NATURAL - BAIÃO QUE VILA CRIATIVA?

Realizou-se o debate sobre «valorização do Património Histórico e Natural – Baião, que vila criativa?» no passado dia 17 de Abril de 2008, organizado pela Câmara Municipal (tendo como interlocutora a Eng.ª Luísa Borges) e a Escola E.B. 2,3/S de Baião (turma 12º C) no Auditório Municipal. 

 

Abriu o debate a Eng.ª Luísa Borges, da Câmara Municipal, apresentando os membros da mesa. A mesa era constituída pelo Dr. Paulo Pereira, Prof. Carlos Alberto do Conselho Executivo da Escola, Dr.ª Rosália Silva, a nossa Prof. Branca Santos e a Cristina  da nossa turma, mantendo-se como moderadora do debate.

Cristina, moderadora do debate

O Dr. Paulo Pereira, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Baião e Vereador da Educação, tomou a palavra cumprimentando os membros da mesa, felicitando a organização pela iniciativa, desejando uma boa sessão de trabalhos e renovando a disponibilidade da Câmara Municipal. Esclareceu que Baião procurou sempre ser uma vila criativa. Conhecia Richard Florida o «guru» do conceito das cidades criativas e a Conferência que se tinha realizado nesse mesmo dia na Fundação Gulbenkian.

Dr. Paulo Pereira

O Professor Carlos Alberto, felicitou todos os presentes, lembrou a legislação que criou a disciplina de Área de Projecto, onde o concurso se enquadra e lembrou a qualidade dos alunos da nossa Escola, sempre disponíveis e empenhados. Mais do que ganhar o concurso, lembrou a importância de alunos pensarem sobre estas questões.

A Dr.ª Rosália Silva, Ministério da Educação - DGIDC; Comissão Organizadora do concurso “Cidades Criativas”, felicitou a iniciativa, lembrou que se outro mérito não houvesse o facto de estarmos aqui já o era. Apresentou o concurso e a experiencia que vai ficando do trabalho dos alunos. Tem constatado que o concurso tem apresentado e dado a conhecer muitas terras por todo o país.

Iniciou-se a sessão de trabalho, com a apresentação feita pelos alunos de um Power Point sobre o resultado do nosso trabalho, das nossas pesquisas e inquéritos, apresentando algumas sugestões para continuarmos a ter uma vila criativa, para posteriormente ser debatido pelos intervenientes. Consideramos que Baião pode ser uma Vila Criativa, ter qualidade de vida e onde dê gosto viver estudar e trabalhar. Apresentamos uma pesquisa do Património das várias freguesias, elaboramos gráficos sobre os dados nos nossos inquéritos, em que 86% dos inquiridos considerava que Baião só pode ser uma Vila Criativa se apostar no Turismo. Pesquisamos sobre as formas de Turismo Rural possíveis de serem desenvolvidas no Concelho: o Turismo de Habitação em solares, casas apalaçadas ou residências de reconhecido valor arquitectónico, com dimensões adequadas, mobiliário e decoração de qualidade. O Agro-turismo, em casas de habitação ou os seus complementos integrados numa exploração agrícola, caracterizando-se pela participação dos turistas em trabalhos da própria exploração ou em formas de animação complementar. O Turismo de Aldeia, revitalizando aldeias abandonadas ou em vias de o serem. Caracterizar-se –ia pelo serviço de hospedagem prestado num conjunto de, no mínimo, cinco casas particulares situadas numa aldeia e exploradas de forma integrada, quer sejam ou não utilizadas como habitação própria dos seus proprietários, possuidores ou legítimos detentores. As Casas de Campo são casas particulares e casas de abrigo situadas em zonas rurais que prestam um serviço de hospedagem, quer sejam ou não utilizadas como habitação própria dos seus proprietários. Apostamos no Turismo ecológico, Turismo Cultural (desenvolvendo roteiros literários – Eça de Queirós, Soeiro Pereira Gomes, António Mota...), Turismo Desportivo (dinamizando ainda mais o Pavilhão Multiusos e Piscina Municipal), a canoagem, caminhadas... Turismo Religioso (dirigido para o Turismo Sénior). Apesar de reconhecermos que muita coisa já se faz nesse sentido. Apostamos nas recriações históricas: no Parque Arqueológico da Serra, recriando comunidades Megalíticas; a Idade Média, reconstruindo o castelo de madeira em Castelo de Matos; a vida nos mosteiros no Convento de Ancede; o século XIX, recriando a época do Eça, e, explorando mais ainda a Casa do lavrador, que retrata já interior e exteriormente a vida rural desse século; a promoção da gastronomia como «paragens» com roteiros entre as várias épocas. Consideramos que as Feiras Temáticas devem continuar, fizemos ainda algumas sugestões relativamente às Escolas do 1º Ciclo que encerrarão quando começar a funcionar o Pólo Escolar no próximo ano lectivo: a criação de um Museu escolar, na Escola E.B.1 da Avenida, a realização de um Museu/Escola em homenagem a um dos escritores ainda vivos do nosso concelho, António Mota. A música de fundo só podia ser a dos Andarilhos.

O Dr. Carlos Neves iniciou a sua intervenção, felicitando pelo trabalho e considerando que Baião só pode ser uma Vila Criativa porque tem jovens como os presentes. Tinha uma apresentação preparada mas considerou não ser necessário apresentá-la, porque a dos alunos «até estava melhor do que a dele». Fez sugestões muito pertinentes sobre as novas tecnologias que vamos procurar adoptar de futuro.

Dr. Carlos Neves

A Dr.ª Isabel Almeida, além de dar os parabéns aos alunos porque não se acanharam em apostar na ruralidade e assumirem-se como rurais, o que por muitos é coisa de «parolos» forneceu algumas informações sobre as 12 casas de Turismo Rural do Concelho, considerando que não é por acaso que possui tantas, é porque tem riqueza e potencial para isso. Considerou que a comunidade de Baião tem que fazer por merecer alunos assim e que as nossas propostas não se deviam ficar só pelo concurso, devia-se apostar «nesta energia criativa».

Dr. Isabel Almeida

O Eng.º José Manuel Ribeiro, vindo substituir o Eng. António Neto, Coordenador Técnico da Associação Florestal de Entre o Douro e Tâmega que não pode estar presente, não teve tempo para preparar a sua intervenção, mas mesmo assim dando informações preciosas sobre o Património Florestal do Concelho. Alertou para a necessidade de se proteger convenientemente a floresta ou corremos o risco de ter um concelho cada vez mais desertificado.

Eng. José Manuel Ribeiro

 

A Dr.ª Carla Stokler sendo convidada para intervir sobre o Património histórico, não o fez, optando por fazer algumas considerações sobre o Blog dos alunos.

 

Dr. Pereira Cardoso, fez uma intervenção para nós muito preciosa, sobre o Património Material e Imaterial do concelho, lembrando um escritor do Concelho um pouco esquecido, Bento Cardoso e Castro e discursando sobre o Património geral do Concelho. Referiu o livro já esgotado «Defesa do Património Municipal» editado numa altura em que foi necessário defender o nosso Património para não o perdermos para comunidades vizinhas, de facto parece que só nos unimos nesse sentido quando há esse risco.

 

Dr. Pereira Cardoso

A Dr.ª Rosália Silva muito experiente em projectos a concurso, representando a Ministério da Educação – DGIDC e a Comissão Organizadora do concurso “Cidades Criativas” deu-nos um exemplo de simpatia, simplicidade e como por vezes quem nós mais tememos se mostra acessível, estimulando o nosso trabalho proporcionando um ambiente favorável de convivência e de respeito. Essa referência ao valor humano e profissional que nos deu foi para nós uma verdadeira lição. A postura ética e profissional referindo que «não há limites para o sonho», «aquilo que hoje é utopia pode amanhã já não o ser», considerando o nosso trabalho «válido para a riqueza interior de cada um de nós». Bem-haja por ter enriquecido mais o Património afectivo do nosso Concelho. Pediu a apresentação dos elementos do grupo, mas a nossa professora e Directora de Turma habituou-nos a mantermo-nos unidos, levantamo-nos todos, demonstrando a nossa união com esse gesto espontâneo.

 

Dr. Rosália Silva

A todos agradecemos no fim com um ramo de flores, entregue pela Sílvia que encerrou o debate. Consideramos o debate útil e frutuoso para nós e para o Município em geral.

Auditório repleto

publicado por gerbasio às 13:53

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Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

DEBATE - VALORIZAÇÃO DO PATRIMÓNIO HISTÓRICO E NATURAL - BAIÃO,QUE VILA CRIATIVA?

 

No âmbito do concurso Cidades Criativas a turma C, DO 12º ano, propôs a organização de um debate com interlocutores de várias áreas para se reflectir sobre a forma de Baião se constituir como uma vila criativa: arquitectura, economia, ambiente, património e educação. A nossa interlocutora na Câmara: Sr.ª Eng.ª Luísa Borges, apoiou e avançamos com  a preparação do Debate.  Dia 17 de Abril de 2008, das 14.30 às 17.30, no Auditório Municipal , vamos debater a Valorização do Património Histórico e Natural - Baião, que vila criativa? As cidades/vilas para além de se constituírem como espaços onde vive uma parte significativa da população são, cada vez mais, elementos fundamentais para a promoção da competitividade, da cidadania e da qualidade de vida. As diferentes abordagens sobre o nosso concelho reflectem a importância da aposta numa segunda geração de políticas públicas ligadas à criatividade e à inovação urbana. Uma aposta que vise a atracção e a fixação de talentos, a capacidade de desenvolver investigação e produtos tecnológicos (universidades e empresas inovadoras) apoiada numa atitude tolerante, que valorize a diversidade social e cultural. A aplicação desta abordagem aplicada à realidade de Baião para que se constitua como espaço vibrante, onde dê gosto viver, estudar e trabalhar ...  É o que se pretende com este debate.

 

 

 

  • Temos de explorar os factores que nos diferenciam
  • Deve transformar-se num «laboratório vivo» de dinâmica cultural e artística
  • Tornar-se um espaço de aventura e experimentação
  • Mobilizar um conjunto de estratégias colaborativas (que mobilizem os cidadãos do concelho e tirem partido do que temos)

  • CRIAR-SE UMA IDENTIDADE (não copiar o que de melhor os outros fazem, mas apostar em nós) 

ORDEM DE TRABALHOS (já confirmados)

 

14.30

Câmara Municipal de Baião e Vereador da Educação

— Sessão de Abertura – Dr. Paulo Pereira – Vice-Presidente da — Apresentação «Valorização do Património Histórico e Natural»

15.10

— Apresentação dos Membros da Mesa

15.20

— Dr. Campos Neves – Prof. Universitário

15.30

— Dr.ª Isabel Costa e Almeida – Casa do Ervedal— Turismo Rural

15.40

Florestal de Entre o Douro e Tâmega

— Eng. António Neto – Coordenador Técnico da Associação

15.50

Museu Municipal de Baião

— Dr.ª Carla Stockler – Coordenadora do projecto CASA e do

16.00

— Dr. Pereira Cardoso – Cooperativa Fonte do Mel

16.10

Comissão Organizadora do concurso “Cidades Criativas”.

— Dr.ª Rosália Silva – Ministério da Educação - DGIDC;

16.20

Escola E.B. 2,3/S de Baião

— Prof. Carlos Alberto – Presidente do Conselho Executivo da

16.30

— Debate

17.30

— Encerramento

 

 

 

 

 

 

Fica aqui desde já o convite para que assistam e participem.

 

 

14.40

Turma 12 C, Escola E.B.2,3/ de Baião

publicado por gerbasio às 09:32

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Quarta-feira, 26 de Março de 2008

Futuro Parque Verde

 

No passado dia 15 de Março, alunos do 1º ano do agrupamento plantaram  árvores que irão compor a paisagem no futuro Parque Verde de Baião. Este espaço, que está a ser construído pela Câmara Municipal de Baião, junto à praia fluvial do rio Ovil, em Campelo, recebeu a visita dos jovens plantadores e a nossa que fizemos o seu registo. Depois de terem plantado árvores de espécies como o Carvalho Americano, o Salgueiro ou o Cedro de Lawson, os jovens baionenses puderam apadrinhar, cada um, a sua árvore.  A aposta no ambiente/ juventude e educação, foi notável, a aliança destes três elementos criando «protectores» para o meio ambiente foi uma boa aposta do nosso ponto de vista.

 

Imagens das árvores, com o nome dos seus padrinhos

 

 

 

Ainda a decorrerem as obras

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Representando um investimento na casa dos 120 mil Euros, o Parque Verde de Baião vai ser um espaço de lazer e desporto. Vai ter uma pista de manutenção desportiva e de corrida, bem como vários equipamentos para o exercício físico. A inauguração está prevista para entre finais de Março, meados de Abril. Vamos estar atentos. 

 

 

Apenas para reflectir...

 

pequenos excertos do nº67 da revista National Geographic.

 

(...) Segundo artigos cientificos recentes, os espaços preenchidos por vegetação frondosa filtram a poluição e capturam partículas minúsculas de sujidade e fuligem: as árvores das ruas podem reduzir as partículas em suspensão libertadas pelos tubos de escape. As folhas das árvores também bloqueiam a luz solar, criando ilhas de arrefecimento na cidade. (...)

 

(...) os seres humanos tornam-se criaturas muito diferentes quando não têm acesso a relva e plantas . (...)

 

 (...) Quanto mais verde o espaço circundante, mais baixa a taxa de crimes contra pessoas e bens...menos lixo e graffiti em paisagens naturais. (...)

 

(...) crianças com déficit de atenção registavam uma diminuição dos sintomas quando expostas a ambientes naturais(...).

 

(...) os espaços verdes têm um efeito restaurador sobre a nossa atenção reflexiva: o tipo de concentração intensa necessária para trabalhar ou estudar, para ignorar distracções e realizar tarefas. (...)

 

 (...) No mundo contemporãneo, o contacto com a natureza em aspaços urbanos pode ser mais fundamental do que nunca. Uma metrópole com bstantes parques ajuda-nos a manter a saúde mental e a combater a obesidade e a diabetes(...).

 

(...) os seres humanos que vivem em zonas com fácil acesso a espaços verdes onde podem caminhar gozam de melhor saúde e a sua taxa de mortalidade é inferior à das pessoas sem esse acesso(...).

 

(...) alguns politicos afirmam que as suas cidades estão já construídas e não há espaço disponível para parques. No entanto... se uma cidade tem espaço para mais um edificio, também tem espaço para mais um parque (...).

 

(...) os parques urbanos representam um investimento público mínimo mas com um enorme retorno. «Os parques ajudam os seres humanos a tomar conta de si próprios.Talvez as cidades não tenham de gastar tanto em serviços sociais, médicos e de segurança para resolver os seus problemas» (...)

publicado por gerbasio às 19:02

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Terça-feira, 25 de Março de 2008

A Páscoa

Ressurreição de Cristo - Páscoa                       A ressurreição de Jesus
                                                                  “Ele não está aqui; ressuscitou”
                                                                                   (Mateus 28.6).

 

 

A Páscoa (do hebraico significa passagem) é um evento religioso cristão, normalmente considerado pelas igrejas ligadas a esta corrente religiosa como a maior e a mais importante festa da cristandade. Na Páscoa os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo sendo a vitória sobre a morte) depois da sua morte por crucificação. Para nós jovens, o que nos dizem estas festas tradicionais? A Missa da Páscoa no último dia de aulas (passada sexta feira) está repleta, mais do que as missas de domingo. Sendo um dia livre, não é obrigatório ir, tem sempre voluntários a ajudar e envolve toda a comunidade escolar, funcionários, pais, mas principalmente alunos. O mérito deve-se muito aos professores de Educação Moral Religiosa Católica, Prof. Alberto e Prof. Alvarenga que vão sabendo cativar os alunos ao longo dos anos. Deve-se também à animação musical feita pelo Prof. Agostinho. Principalmente, deve-se aos alunos que católicos praticantes ou não, estão sempre presentes,  sabem que como eles dizem «mal não faz». 

 

Alguns símbolos da Páscoa:               

É sugerido por alguns historiadores que muitos dos actuais símbolos ligados à Páscoa (especialmente as amendoas, os ovos de chocolate, ovos coloridos e o coelhinho da Páscoa) são resquícios culturais da festividade de primavera em honra de Eostre que, depois, foram assimilados às celebrações cristãs, depois da cristianização dos pagãos germânicos. Contudo, já os persas, romanos,judeus e arménios tinham o hábito de oferecer e receber ovos coloridos por esta época.

Associados a rituais de carácter sexual, espante-se, uma vez que era a deusa da fertilidade, outros rituais tinham a ver com libações e outras ofertas corporais.

Um ritual importante ocorria no equinócio da primavera, onde os participantes pintavam e decoravam ovos (símbolo da fertilidade) e os escondiam e enterravam em tocas nos campos. Este ritual foi adaptado pela Igreja Católica no princípio do 1º milénio depois de Cristo, fundindo-a com outra festa popular da altura chamada de Páscoa. Mesmo assim, o ritual da decoração dos ovos de Páscoa mantém-se um pouco por todo o mundo nesta festa, quando ocorre o equinócio da primavera.

No concelho de Baião:                               

 

Claro que a tradição da visita pascal se mantém, parece-nos pelo exemplo que assistimos nas nossas próprias casas, com mais sentido do que nunca. Nas ruas juntam-se vizinhos e familiares, esperando o Compasso, conversando sobre tudo. Reza-se em todas as casas uma pequena oração anunciando a boa nova. Por vezes indo de casa em casa, para abrirem a porta ao compasso em família . Nalgumas freguesias a visita pascal faz-se à segunda feira.

Já que falamos de religiosidade...

 

Os 10 Mandamentos dos Jovens:
 de Franciele Francisco


1- Jovem não ama, CURTE
2- Jovem não namora, FICA
3- Jovem não estuda, COLA
4- Jovem não chora, BERRA
5- Jovem não come, DEVORA
6- Jovem não pede, EXIGE
7- Jovem não casa, AJUNTA
8- Jovem não dorme, APAGA
9- Jovem não obedece, MANDA
10- Jovem não corre, DÁ UNS ROLÊ

 

                      

publicado por gerbasio às 08:03

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Segunda-feira, 24 de Março de 2008

Um Festival da Juventude que está a criar tradição - Bayonritmos

Um festival para  todas as idades, todos os gostos musicais e curiosos em geral, ou seja, para todos. Foi à volta da diversidade que se resumiu o Byon Ritmos 2007, que entre 17 e 18 de Agosto animou a Casa da Juventude e Desporto de Baião (outro post do nosso Bl, em Chavães.  Diversidade desde o rock sinfónico dos portuenses Quetzal´s Feather, ao ska dos galegos Gotxos Party e ao reggae dos One Love Family (que são, efectivamente, uma família de seis elementos cada um com o seu instrumento), entre outros. 

 

 

 Byonritmos 2007

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

Foi ainda possível ver um espectáculo de danças orientais, sentir a energia dos brasileiros Batucada Radical ou dançar ao som dos vários DJ´s. O Byon Ritmos, que teve entrada e acampamento gratuitos, proporcionou também workshops de pintura, música e desportos radicais como Paintball, Rappel, Slide e Escalada. Baião está já tradicionalmente representado nos mapas dos festivais da juventude de Verão, a aposta vai continuar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Apetecivel, não é? . A aposta na juventude é para continuar. O festival – a paisagem histórica da Casa da Juventude vai ser palco de um dos melhores festivais de música deste Verão. Não te esqueças é em Agosto. O Festival da Juventude promete levar ao rubro o Verão português.

 

publicado por gerbasio às 08:27

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Homenagem à Belita

Terá cabimento num Blog sobre a vila criativa de Baião uma homenagem como esta? Colocamos a questão, mas que vila criativa podíamos ter se perdêssemos todas as Belitas do concelho? Andava no 11 º ano, turma B e tinha apenas 16 anos. Faleceu após ter um acidente ocorrido na madrugada de um domingo em Baião. Esteve internada em estado grave na Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente (UCIP) do hospital de Penafiel do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa. No mesmo acidente faleceu de imediato a irmã, também ex aluna da escola, de 23 anos de idade, mas o condutor da viatura, amigo das duas jovens, conduzindo alcoolizado, sofreu apenas ferimentos ligeiros e teve alta algumas horas após o acidente. O veículo saiu da estrada e voou mais de 50 metros – o rail serviu de rampa –, tendo capotado várias vezes ao embater no solo e acabado imobilizado num campo. Iam levar uma amiga a casa, após uma festa de anos. O acidente deu-se a poucos metros da casa onde viviam. Queria seguir desporto e tinha um ar de quem tinha sempre uma piada nova. Gostavas tanto de «furos» e nem imaginas o que o anúncio da tua morte cerebral provocou. Os professores carregavam os livros de ponto (pesavam chumbo nesse dia) mas só conversavam connosco, estavam visivelmente fragilizados. O psicólogo tentou consolar-nos, o Presidente do Conselho Directivo dirigiu-nos umas palavras… mas, toda a gente te chorava pela escola, quem te conhecia (e quem não te conhecia?) falava dos golos que marcavas, das tuas farras, a última vez que estivemos contigo... ficou uma grande tristeza mas também uma lembrança boa. Houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; a lembrança deles faz-nos sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e do nosso confuso sonho? Estás de certeza, com a tua inseparável irmã, a marcar muitos golos no ceú. Que importa as palavras de solidariedade com a tua família que perdeu as duas únicas filhas, não teriam peso nenhum em tanta dor, digamos apenas que a partilhamos. Um abraço, se o poderes receber, de toda a turma do 12º C.

 

publicado por gerbasio às 07:19

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Terça-feira, 18 de Março de 2008

APOSTA NA JUVENTUDE

Quais os concelhos do país que tem uma Casa da Juventude ao seu dispor? O nosso tem. Andamos a fazer a reportagem e o levantamento fotogr à fico, para divulgarmos mais uma vez o que de melhor temos. Os alunos do 12ºC que estão a participar no concurso cidades criativas, foram à Casa da Juventude no lugar de Chavães , freguesia de S . João de Ovil, fazer uma entrevista sobre a mesma à Doutora Carla Carvalheira. Marcamos a entrevista e à hora marcada l à estava com um sorriso a receber-nos. Visitamos todas as instalações da casa e inteiramo-nos do seu historial.

É conhecida ainda por muitos como a Casa Grande, porque era a maior no tempo em que foi construída.

 

 

 

 

Entrada principal

 

 

Para além do seu cariz arquitectónico peculiar, que lhe advém, entre outras razões, das características militares da época das revoluções liberais portuguesas e da iniciativa do General  Francisco de Paula Lobo de Ávila. Construída em meados do século XIX pelo , era nessa altura o centro de vastas propriedades no fértil e bonito Vale de Ovil, orgulhando-se também de ter ao pé de si uma das maiores eiras de pedra do Concelho, onde secavam os centos de carros de milho que lhe enchiam as tulhas .

     Em 1947, um dos descendentes do General Ávila vendeu esta propriedade à Câmara Municipal de Baião. Entre os anos de 1976 e 1984, a Casa de Chavães funcionou como sede da Escola Preparatória de Baião.

     A partir de 1978 e durante os meses de Verão, acolhia também investigadores e colaboradores do Campo Arqueológico da Serra da Aboboreira.

     Após um período de indefinição sobre a sua propriedade e serventia, acabou por ser decidido pela Autarquia local transformar este espaço na Casa da Juventude e Desporto de Baião, tendo sido feitas obras de restauro e adaptação, mantendo-se sempre a traça original.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A casa de Chavães fazendo jus à sua presente utilização pública depois da recuperação realizada pela autarquia, foi local de colónias de férias de muitas crianças e jovens, funcionando temporariamente como albergue distrital. Esteve ainda ligada a dois projectos marcantes da história mais recente do concelho de Baião: a formação de agentes de educação familiar rural que estiveram na origem da Obra do Bem Estar Rural e o alargamento de escolaridade pública obrigatória, como primeira sede da nossa Escola, Escola E.B.2,3 S de Baião, antes desta se transferir para a vila de Baião.

As instalações da casa são compostas por: um Albergue feminino (com capacidade para vinte beliches), um albergue masculino (com capacidade para quinze beliches), um albergue indiferenciado (com capacidade para vinte beliches). Tem ainda a casa do moinho, com capacidade m à xima para seis camas, tem um polidesportivo de ar livre, balne à rios para atletas e à rbitros, circuito de minigolfe , circuito de manutenção, parede de escalada, uma sala de convívio, uma sala de reuniões, um salão, um bar de apoio e um museu etnogr à fico.

 

 

 

 

 

 

 Além de possibilitar o alojamento, a Casa da Juventude e Desporto, como o nome o indica é também adequado à pr à tica desportiva. Composta por um polidesportivo de ar livre, e balne à rios de apoio, tem também uma parede de escalada para os mais radicais; um circuito de minigolfe e um circuito de manutenção.

 

 

 

 

 

 Escalada

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Conserva ainda o Museu Etnogr à fico no seu interior

 

 

 

 

 

 

Drª Carla Carvalheira, respons á vel pela Casa da Juventude e nossa guia nesta recepção.

Obrigada.

publicado por gerbasio às 15:26

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Domingo, 9 de Março de 2008

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Para  o Município de Baião foi importante homenagear a mulher no seu dia.

 

 

 

 

 Fonte: http://www.cm-baiao.pt/

 

 

 

 

 

No entanto poucas mulheres foram assistir...Um espectáculo que apresentou a Mulher nas suas diversas facetas – platónica, sacra, esposa. O espectáculo a cargo do grupo Vox Angelis , interpretou um recital de música Barroca e Clássica “Imagens Femininas – do Sagrado ao Profano”, espectáculo digno de se ver. Claro que a pouca assistência do espectáculo prova que  falta ainda tempo e formação à mulher de Baião.

 

Fizemos uma pesquisa sobre este dia. Como surgiu? A lenda do Dia Internacional da Mulher refere-o como tendo surgido na sequência de uma greve, realizada em 8 de Março de 1857, por trabalhadoras de uma fábrica de fiação ou por costureiras de calçado - e que tem sido veiculada por muitos órgãos de informação - não tem qualquer rigor histórico, embora seja uma história de sacrifício e morte que cai bem como mito.
Em 1982, duas investigadoras, Liliane Kandel e Françoise Picq , demonstraram que a famosa greve feminina de 1857, que estaria na origem do 8 de Março, pura e simplesmente não aconteceu, não vem noticiada nem mencionada em qualquer jornal norte-americano, mas todos os anos milhares de órgãos de comunicação social contam a história como sendo verdadeira («Uma mentira constantemente repetida acaba por se tornar verdade»).
Verdade é que em 1909, um grupo de mulheres socialistas norte-americanas se reuniu num «party», numa jornada pela igualdade dos direitos cívicos, que estabeleceu criar um dia especial para a mulher, que nesse ano aconteceu a 28 de Fevereiro. Ficou então acordado comemorar-se este dia no último domingo de Fevereiro de cada ano, o que nem sempre foi cumprido.
A fixação do dia 8 de Março apenas ocorreu depois da 3ª Internacional Comunista, com mulheres como Alexandra Kollontai e Clara Zetkin . A data escolhida foi a do dia da manifestação das mulheres de São Petersburgo, que reclamaram pão e o regresso dos soldados. Esta manifestação ocorreu no dia 23 de Fevereiro de 1917, que, no Calendário Gregoriano (o nosso), é o dia 8 de Março. Só a partir daqui, se pode falar em 8 de Março, embora apenas depois da II Guerra Mundial esse dia tenha tomado a dimensão que foi crescendo até à importância que hoje lhe damos.
A partir de 1960, essa tradição recomeçou como um grande acontecimento internacional, desprovido, pouco e pouco, da sua origem socialista. Desde 1975, em sinal de apreço pela luta então encetada, as Nações Unidas decidiram consagrar o 8 de Março como Dia Internacional da Mulher.
No âmbito familiar temos assistido a uma rápida mudança, na sociedade em geral a situação da mulher está ainda sujeita a velhas mentalidades que, embora de forma não declarada, cerceiam a sua plena igualdade. Em Baião a mudança é visível em todos os aspectos. No entanto o número de mulheres em lugares directivos é ainda diminuto, apesar de muitas delas demonstrarem excelentes qualidades para o seu desempenho. Hoje as mulheres estão integradas em todos os ramos profissionais, mesmo naqueles que, ainda há bem pouco tempo, apenas eram atribuídos aos homens, nomeadamente a intervenção em operações militares de alto risco.
Nos últimos anos, a festa comemorativa do Dia Da Mulher é aproveitada por muitas mulheres, de todas as idades, para sair de casa e festejar com as amigas, em bares e discotecas, o dia que lhes é dedicado, comemorar o dia com um pouco de cultura foi uma ideia excelente, fomos assistir e gostamos...


 

 

 

 

publicado por gerbasio às 16:33

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Sábado, 23 de Fevereiro de 2008

A FUNDAÇÃO EÇA DE QUEIRÓS

 

 

 

 

 

Como nasceu…

 

 

"Desde que, em 1970, faleceu o último filho de Eça de Queiroz, Sra. D. Maria Eça de Queiroz de Castro, os seus herdeiros, eu própria, Maria da Graça Salema de Castro, e o meu marido, Eng. Manuel Pedro Benedito de Castro, entretanto falecido, iniciámos o processo com vista à constituição da FUNDAÇÃO EÇA DE QUEIROZ. Pertencendo-nos 2/3 dos bens deixados por Eça de Queiroz, para além da Quinta e Casa de Vila Nova em Sta . Cruz do Douro TORMES ), pensámos doar estes bens a uma fundação a instituir em vida, a qual teria, como principais objectivos, a continuação e o enquadramento institucional da divulgação e do estudo da obra de Eça de Queiroz, bem como o desenvolvimento de toda uma gama de iniciativas culturais, tanto de âmbito nacional, ou internacional, como de incidência mais estritamente regional. (..)".

 

 

 

 

 

 

 

  Fotografia conservada no seu interior

 

 

 

 

 

 

 

 ... e assim começou a História da Fundação Eça de Queiroz ...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Imagem da entrada

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Associação de Amigos de Eça de Queiroz, constituída por escritura pública em 23 de Julho de 1988, instituição que congrega pessoas e vontades que têm no legado cultural de Eça de Queiroz uma referência comum, orientou-se no sentido de fomentar o aparecimento e consolidação dessa outra instituição, a Fundação Eça de Queiroz, a quem caberá desempenhar um relevante papel na salvaguarda da memória cultural de Eça de Queiroz através de iniciativas diversificadas. Em 9 de Setembro de 1990, por iniciativa de Maria da Graça Almeida Salema de Castro - actual presidente vitalícia - e Sociedade Anónima "João Pires, S.A .", cria-se a Fundação Eça de Queiroz com um património avaliado, em estimativa de 1989, em 187.000 contos.

Esse património, constituído pela Casa e Quinta de Vila Nova tem vindo a ser objecto de intervenções arquitectónicas que numa 1a fase orçaram em cerca de 65.000 contos e que foram comparticipadas pelo I Quadro Comunitário de Apoio, em 70%, pelo PRORN . Numa 2a fase, com início em 1994 e que terminou em 1999, realizaram-se obras no valor global de 150.000 contos, montante esse comparticipado em 75% pelo II Quadro Comunitário de Apoio. Com as transformações arquitectónicas realizadas na Casa Mãe criou-se um espaço museológico, uma biblioteca, um arquivo, um mini-auditório e um espaço para serviços administrativos; Estão em curso transformações arquitectónicas em quatro casas de antigos caseiros, destinadas a turismo rural (três já concluídas e uma em projecto).

 

 

 

  Paisagem envolvente

 

 

 

 

 

 

 

 

Recuperada a eira e beiral, construído um parque de estacionamento, remodelado o estradão, foram por último executados os Arranjos Exteriores em que se salientam o ajardinamento dos espaços e o estabelecimento da rede de rega. Foram feitos investimentos agrícolas - implantação de 4,5 hectares vinha nova, construída e equipada a adega, estando em execução um projecto para reestruturação da parte restante da vinha velha e aquisição de novos equipamentos, sendo estes projectos financiados pelo IFADAP. Entretanto, em colaboração com o Instituto Português dos Museus, o Arquivo Distrital do Porto, o Instituto Português da Fotografia, o Museu Soares dos Reis e o Instituto José de Figueiredo, fez-se o tratamento museológico do espólio do escritor.

 

   Secretária onde Eça escrevia, em pé.

 

A Fundação Eça de Queiroz é uma instituição de utilidade pública administrativa, sem fins lucrativos, que tem como cais de partida a divulgação e promoção nacional e internacional da obra do maior nome do romance português. Estatutariamente a Fundação é composta por um Conselho de Administração, um Conselho Fiscal, um Conselho Cultural e um Conselho de Co-Fundadores.

Os fins da Fundação Eça de Queiroz são culturais, educativos e artísticos e têm em vista:

Perpetuar a memória do escritor José Maria Eça de Queiroz, colaborando na divulgação da sua obra e promovendo o estudo da mesma, em Portugal e no estrangeiro. 
Organizar, manter e, sempre que possível ampliar a biblioteca, o arquivo e museu queirosianos, instalados na sua sede. 
Promover a realização de conferências, ciclos de estudo ou quaisquer outras manifestações adequadas aos fins em vista, podendo também estabelecer prémios a obras literárias. 
Contribuir, em geral, para o desenvolvimento cultural da região onde está instalada a sede.

  Entrada da casa

 

 

"Vales lindíssimos, carvalheiras e soutos de castanheiros seculares, quedas de água, pomares, flores, tudo há naquele bendito monte. A quinta está situada num alto, num sítio soberbo – que abrange léguas de horizonte, e sempre interessante. (..) Logo adiante da casa, o monte desce até ao Douro, logo por trás da casa, o monte sobe até aos cimos onde há uma ermida."

Eça de Queiroz, Correspondência

Assim descreveu o mais famoso romancista português do séc. XIX a sua Quinta de Vila Nova (Tormes em "A Cidade e as Serras") hoje sede da Fundação Eça de Queiroz.

E a verdade é que toda esta região continua a exibir uma paisagem exuberante, profundamente humanizada. O percurso mais espraiado do Douro, os vales encaixados que a ele vão dar, a profusa e variada vegetação, o casario de traça tradicional, os caminhos e estradas sinuosos, tudo contribui para uma paisagem soberba! Os terraços cultivados, prova evidente – e abundante – da profunda relação Homem-Natureza, contribuíram para valorizar ainda mais esta paisagem, dando frescura e cor ao longo de todo o ano.

 

 

A Fundação Eça de Queiroz dedica-se, também, á promoção dos seguintes projectos:

 

  • Promoção de Percursos Turísticos

  • Vinho verde “Tormes”                      
publicado por gerbasio às 18:37

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CONHECE O BOLO/BISCOITO DE TEIXEIRA?

 

Claro que conhece, vê-se o Bolo da Teixeira em festas e romarias por todo o país. Não sabia por certo, é que ele tem origem no nosso Concelho, principalmente na freguesia que dá o nome ao Bolo, a Teixeira.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Este bolo, tal como todas as receitas de doces tradicionais, embora se saiba a receita, pois esta existe em todo o lado, incluindo na Internet, existe um segredo, segredo esse que só as pessoas da terra, que já fazem o bolo à muitos anos, ou aprenderam a fazê-lo com os seus antepassados, é que o sabem, dando-lhe assim, um sabor único e característico. Mas um factor que torna também o verdadeiro biscoito da Teixeira único, é que  ainda hoje é cozinhado em fornos que usam como principal matéria de combustão a madeira.

ORIGEM

Este biscoito não tem a sua origem histórica bem definida, mas sabe-se que o seu nome deriva da terra que tem o seu nome, que é a freguesia da Teixeira.

Esta é uma freguesia do concelho de Baião, que tem cerca de 20,85 Km2 a nível de área, e segundo o último senso de 2001, uma população de cerca de 874 habitantes, tendo assim uma densidade populacional de cerca de 41,9 habitantes por quilómetro quadrado.

Sabe-se também que este bolo típico, tem origens pobres devido à sua constituição que contém poucos ingredientes.

Dai o facto de este doce ser, ainda hoje, comercializado em festas e romarias de todo o país, sendo também estas festas populares.

O SEGREDO

A receita deste doce típico, tal como muitos outros que são do gosto das pessoas, tem a sua receita divulgada em vários sítios,     

permitindo assim que muitos tentem copiar a sua receita e tentem confecciona-la na sua própria casa, mas após estas tentativas, mesmo que o bolo saía com um bom aspecto, este não terá o sabor original e que é tão apreciado pelas pessoas que o consomem. Isto deve-se à existência do segredo na sua confecção, que entre outras coisas, tem a ver com o facto de a cozedura ser feita em forno a lenha, a quantidade e o tipo de produtos utilizados na sua confecção.

Dois tipos de biscoito

Existem dois tipos de biscoito da Teixeira, um que é o mais comum e que se compra com relativa facilidade numa qualquer feira do concelho de Baião ou nas zonas envolventes, e um outro que as pessoas da freguesia que empresta o sue nome ao doce fazem, mas só em alturas especiais, este ultimo é denominado biscoito fino.

Este biscoito fino tem como característica o facto de levar pouca água, porque depois este poderia, no fim de ser confeccionado, ficar demasiado húmido e empapado, e este bolo também tem uma outra forma de cozedura que se não for bem controlada poderá deixar o bolo cru por dentro.

                                                                                                      

 

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A RECEITA

Esta é a receita do tão falado doce tradicional que tão bem prestigia o nosso concelho, e que embora sem o segredo, dá para ter uma breve noção do que é o Biscoito de Teixeira.

Ingredientes

Açúcar amarelo

Farinha

Ovos

Sal

Limão

Modo de preparação

Misturam-se todos os ingredientes, à excepção da raspa de limão, até se obter uma massa uniforme. Depois junta-se as raspas e um pouco de sumo de limão.

Após isto, com uma forma, de preferência em ferro forjado, unta-se com um pouco de azeite ou óleo vegetal, mas não de mais, pois pode o bolo ficar oleoso.

Depois coloca-se a massa na forma, e depois no forno bem quente, de preferência a lenha para tentar manter o sabor típico, e espera-se até estar cozido. Após tudo isto desenforma-se e come-se frio ou quente.                                

 

publicado por gerbasio às 17:59

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Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008

CARNAVAL EM BAIÃO

Quem gosta de se divertir ao Carnaval não precisa de sair do Concelho. Três tipos de organização de desfile e o mesmo divertimento, alguns foliões até participam no três.

Na sexta feira, antes da interrupção lectiva organizado pelo Agrupamento, este ano subordinado ao  tema a Época Medieval, preparando e motivando os alunos para a Feira Medieval que a Escola está a organizar.

 

A época medieval

 

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ou os temas que trabalham, Pré-escolar com a alimentação

 

 

 

 

 

 

No domingo organizado pela Câmara Municipal, com a colaboração e empenho das várias juntas de freguesia, costuma decorrer pelas ruas do concelho mas o  mau tempo obrigou a mudar-se para o Pavilhão Multiusos local. Ai juntaram-se no domingo à tarde catorze grupos – de outras tantas freguesias –, disfarçados das mais variadas maneiras e feitios para uma grande festa.

 

 

 

 

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Na terça feira de Carnaval, realiza-se o Tradicional Carnaval de Ancede . Aqui, uma iniciativa da A.D . de Ancede , realiza-se o já tradicional desfile de Carnaval, com saída do centro cívico e chegada ao parque de jogos da associação. Esta é sem dúvida, uma das actividades mais emblemáticas do concelho, onde estão representados os vários lugares da freguesia, grupos e associações, entre outras participações individuais.

 

 

 

Image

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Divertimento para todos os gostos ... como se vê, não é necessário sair do concelho para nos divertirmos.

publicado por gerbasio às 17:46

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Domingo, 3 de Fevereiro de 2008

BAIÃO - VIDA NATURAL

 

Fonte:  http://www.cm-baiao.pt/

  

O Município tem como lema «vida natural». Temos vindo a destacar o exuberante Património paisagístico da região, claro que temos que divulgar no exterior o que se tem feito para o preservar o Património Natural e o ambiente. 

 

 

  

 

 

Algumas noticias do que se vai fazendo aqui, em prol do ambiente:

 

 Com o objectivo de proteger o ambiente o Município tem distribuído recipientes próprios para a recolha de óleos alimentares usados, o eco-bidão . Estarão disponíveis em Restaurantes, Escolas, Refeitórios, Bombeiros Voluntários e Juntas de Freguesia. Os óleos alimentares depois de recolhidos serão reciclados e transformados em Biodiesel , que será utilizado na frota da Câmara Municipal de Baião e irá reduzir o consumo de gasóleo até 30%!

 

O que é o Biodiesel ? - É um combustível obtido a partir dos óleos alimentares usados, que quando reciclado serve como combustível em mistura com o gasóleo - É um combustível natural, produzido através de fontes renováveis que pode ser usado em motores diesel sem necessidade de modificações mecânicas.

 

Vantagens da utilização do Bio diesel ...

... Ambientais: É uma fonte de energia renovável que pode dar um contrito importante para a redução da dependência dos combustíveis fósseis, como o gasóleo, uma vez que é um combustível alternativo ao mesmo; É produzido a partir de matéria renováveis, recuperando resíduos (óleos vegetais, gorduras) e evitando que estes poluam as águas e causem problemas nas ETAR’s e o entupimento de condutas; Quando queimado emite a mesma quantidade de CO2 que as plantas absorveram no seu crescimento, reduzindo a emissão de partículas poluentes.

...Económicas: É um Biocombustível alternativo e mais barato, logo haverá uma diminuição das despesas associadas aos consumos de gasóleo pela frota municipal;- A produção e utilização de Biodiesel a partir de óleos alimentares usados, permitirá desenvolver uma nova actividade económica diversificada, passando pela recolha de óleo alimentar usado e pela sua transformação em Biodiesel .

…Energéticos e Sociais, ao melhorar o ambiente, as consequências na melhoria do nivel de vida da população, são evidentes.

 

 

 

Promoveu-se os concursos «Mini-ecopontos escolares» e «Árvore de Natal ecológica», para que o ambiente seja preocupação desde cedo.

 

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(fotografias retiradas do site da Câmara)

 

Está a circular pelo nosso concelho um carro promocional hibrido...

Um automóvel híbrido é um carro que possui mais de um motor, sendo que cada um usa um tipo de energia para seu funcionamento. Como exemplo, tem-se um automóvel que combine um motor de explosão e um motor eléctrico: um utiliza energia proveniente da queima de combustivel e o segundo utiliza energia eléctrica. Embora o automóvel híbrido polua menos do que os automóveis somente com motor a explosão, os seus custos são ainda muito altos se comparados à diferença de emissão de poluentes. Por enquanto, apenas automóveis caros dispõem dessa tecnologia. Tem-se procurado implantar essa tecnologia no transporte da população,  para melhorar a qualidade do ar nos grandes centros urbanos, que é cada vez pior.

Existem três métodos para a construção de um automóvel híbrido:

  • Nos primeiros automóveis híbridos o motor a explosão era responsável pela locomoção do automóvel e o elétrico era um auxílio extra para melhorar o desempenho do mesmo. Este tipo é bastante usado em automóveis de pequeno porte e é conhecido como híbrido-paralelo.
  • Outro método utilizado é o motor elétrico ser responsável pela locomoção do automóvel, sendo que o motor a explosão apenas movimente um gerador responsável por gerar a energia necessária para o automóvel se locomover e para carregar as baterias. Geralmente automóveis de grande porte utilizam esse sistema, conhecido como híbrido-série
  • O terceiro é o sistema híbrido misto, que combina aspectos do sistema em série com o sistema paralelo, que tem como objetivo maximizar os benefícios de ambos. Este sistema permite fornecer energia para as rodas do veículo e gerar eletricidade simultaneamente, usando um gerador, diferentemente do que ocorre na configuração paralela simples. É possível usar somente o sistema elétrico, dependendo das condições de carga. Também é permitido que os dois motores actuem de forma simultânea.


publicado por gerbasio às 15:56

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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

AS BENGALAS DE BAIÃO - UM DOS ELEMENTOS QUE MAIS NOS PROJECTAM NO EXTERIOR

História das Bengalas em Gestaçô

          

As primeiras oficinas de bengalas surgiram em Gestaçô nos finais do século XIX. Alexandre Pinto Ribeiro foi a pessoa que trouxe a técnica para o Concelho e fomentou a sua construção. Utilizou uma técnica inovadora, a técnica da dobragem, isto é, baseia-se na dobragem das pontas de madeira amolecida em água a uma elevada temperatura e com ajuda de uma barra metálica, o que permite aproveitar uma maior quantidade de matéria prima e obter um produto de maior qualidade.

 Com o desenvolvimento desta técnica, Gestaçô começou a ser conhecido como o ponto de referência de produção de bengalas, surgindo assim bastantes encomendas.

 Com a experiência foi-se aperfeiçoando a técnica, introduzindo elementos decorativos nas bengalas, designadamente, cabeças de animais, cerejeira polida, incrustações de madrepérola, prata ou ouro.

Actualmente as bengalas perderam importância a nível de estética, sendo mais utilizadas como peças de museu e pelos universitários na queima das fitas.

 

                                               Processo de fabrico

 

 

Naturais:

 

     Neste tipo de bengala é aproveitada a forma natural do ramo, como pode ser observado na figura ao lado. São utilizadas neste caso árvores que dão galhos quase rectos e lisos .

 

        Corta-se o galho nos locais apropriados.

 

 

 

 

 

 

 
 

 Envergadas e devastadas:

 

  

TORAS DE MADEIRA  

   

   São utilizadas toras de madeira 

 

 

 

      TORAS DE MADEIRA

                                                  

 

SERRA

 

Com a utilização da serra eléctrica (hoje em dia), as toras são cortadas

       

                                

  TÁBUAS 

      

Apôs a secagem da madeira, esta é cortada

 

 

 

 

   ÁGUA QUENTE

 

 Para uma melhor moldagem da madeira   esta                                             é colocada  em água a uma elevada temperatura.

 

 

              

                                      

                     

 

 

 

Este instrumento é utilizado para fazer a curvatura do punho.

  

  

  PLAINA

 

Depois de já estar curvada é utilizada a plaina, para dar forma à bengala.

 

 

 

 LIMAS e GROSAS

Nesta fase utiliza-se a lima para aperfeiçoar e suavizar a bengala.

 

 

   

  Começa depois a criatividade do artesão, utilizando os seguintes   instrumentos: 

 

 FORMÕES

produzindo estas obras de arte...

 

 

 

 

 

 

Já concluído o processo de fabrico da bengala,  é envernizada a bengala. Este verniz é feito pelo próprio artesão, misturando laca + álcool. Ao invés do pincel é comum o uso da boneca (chumaço de algodão para aplicar o verniz).

 


As bengalas são postas a secar em cabides depois, onde ficam estocadas em forma de mostruário.

 

 

 

 

 

As bengalas já têm um lar em Baião. A Casa das Bengalas no lugar de Carvalhais em Gestaçô, foi criada para que as gerações mais jovens "não deixem morrer" a arte das Bengalas de Gestaçô  O nosso grupo ao fazer este levantamento na oficina dos artesãos prova que não morrerá nunca. Preservar a memória histórica de um ofício com largas décadas de tradição, valorizar socialmente a actividade e criar um espaço de exposição, demonstração e comercialização do produto, são os objectivos porque foi criada a Casa das Bengalas.

 

 

Casa das Bengalas

  

Em breve publicaremos a entrevista ao senhor Bengaleiro.    

    

                         ENTREVISTA A UM BENGALEIRO

 

Nome: ­­­­­­­­­Eduardo Agostinho Ferraz Cardoso.

 

Idade: 54

 

Morada: Lugar da Estrada – Gestaçô.

 

Como surgiu o gosto pelo fabrico das bengalas?

Porque fui habituado desde criança. O meu avô e meu pai também já o faziam.

 

Materiais necessários para o seu fabrico?

Madeira, tina, vernizes.

 

Como é feita a sua recolha?

Normalmente a madeira é de cerejeira.

Compro-a a lavradores.

 

Há quanto tempo exerce a profissão?

Cerca de 40 anos.

 

As bengalas têm muita procura?

Alguma, depende das épocas. Normalmente são mais procuradas nos meses de Verão.

 

Qual a sua opinião acerca da construção da casa das bengalas em Gestaçô?

Acho que foi uma boa iniciativa para as pessoas ficarem a conhecer melhor o nosso trabalho e a forma como são fabricadas.

 

Na sua opinião trouxe alguns benefícios?

Sim, para a divulgação e venda de bengalas.

 

O que falta fazer para que as bengalas de Baião sejam mais conhecidas?

De momento têm sido feitos todos os esforços para que as pessoas conheçam melhor o nosso trabalho, através de feiras de artesanato e exposições.

 

 Pretende exercer esta profissão sempre? Porquê?

Sim, porque gosto daquilo que faço.

 

O que espera do futuro das bengalas?

Espero que tenha continuidade, que as gerações futuras continuem o nosso trabalho.

 

                                        

                                                                                                                         

 

 

publicado por gerbasio às 15:50

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Sábado, 12 de Janeiro de 2008

O QUE SE VAI FAZENDO NO NOSSO CONCELHO...

 

Este fim de semana (11/01/08) fez-se no nosso concelho um debate muito concorrido sobre «Energia eólica - vantagens e desvantagens». A equipa que concorre ao concurso esteve lá. Debateu-se a colocação de aerogeradores nas Serras da Aboboreira e de Matos. Registamos com um certo orgulho que não vivemos num concelho onde só o dinheiro conta, notou-se no debate a preocupação de conciliar os interesses económicos com a preservação do Património, tentando preservar o conjunto de monumentos Megalíticos da Serra da Aboboreira. Falou-se mesmo de o lucro obtido com o lucro dos aerogeradores financiar a construção do Parque Arqueológico da Serra da Aboboreira. Pelo que foi dito a decisão não foi tomada ainda, mas bem hajam por se preocuparem com o Património.

 

 

 

 

 

                                                           

 

                                                 

                                                        ou

 

                                                                

 

 

 

                                                     ?

publicado por gerbasio às 18:04

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Domingo, 6 de Janeiro de 2008

TRADIÇÕES DE BAIÃO

 

 A «Tradição já não é o que era», fomos recolher algumas das tradições da nossa terra, tirando fotografias e conversando com as pessoas. Verificamos que em Baião muitas das tradições persistem no tempo... ficam aqui algumas que conseguimos recolher e que ainda hoje se fazem.

 

A Desfolhada

 

Desfolhada - o milho é colhido, desfolhado, com a ajuda dos vizinhos e amigos (ajudam uns aos outros), normalmente quando anoitece, porque de dia «há sempre muito a fazer», com umas cantigas, para se fazer com «mais gosto». Colocam-se depois nos «canastros» como lhe chamam na nossa terra, ou espigueiros, para secarem.

 

 

 

 

A Vindima

 

 

Pisar ou Sovar as uvas

 

 

São famosos os vinhos de Baião, exemplos

  • Palhete
  • D. Arnaldo
  • Quinta de porto ferrado
  • Estival
  • Quinta dos Beiredos
  • Quinta de Ferro

Com condições naturais próprias , Baião produz o chamado vinho «carrascão» e espumantes galardoados internacionalmente.

 

 

 

 

Matança do Porco

 

Hoje proibida, é ainda feita em muitas casas, «cria o teu porquinho, cuida da vidinha». Criar o porco  e ter uma capoeira é ainda a forma de economia doméstica de muitas famílias e depois «sabemos o que comemos», diziam-nos.

 

Vemos ainda o pastoreio em qualquer parte do concelho, nalgumas zonas feito ainda de forma comunitária, como em Mafomedes .

 

 

Artesanato - Cestaria

 

 

Os cestos de piorna ou de gestas, são tradição por cá, principalmente na freguesia de Frende .

 

 

Algumas culturas tradicionais:

 

Castanheiros

 

 

 

 

A ARQUITECTURA RURAL TRADICIONAL

Mafomedes

 

 

 

O xisto material abundante, nesta zona e cobertura de lousa.

 

 

 

 

 

publicado por gerbasio às 07:27

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Sábado, 5 de Janeiro de 2008

Músicas de Baião

 Grupo Musical consagrado do Concelho, faz recolhas de musicas tradicionais   e projecta o nome do Concelho no exterior.

Os Andarilhos são um grupo musical que promove e divulga a música portuguesa de cariz tradicional através de actuações e participações em espectáculos. Com base na etnografia e nos instrumentos tradicionais, o grupo desenvolve novas sonoridades, interpretando e recriando temas que fazem parte da tradição musical portuguesa.

 

http://www.andarilhos.com/ 

 

 

                            

 

 

1   - Domingo da Conta

2   - Entrudo
3   - Streilha de la Floresta

 

 

 

publicado por gerbasio às 15:02

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Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2008

BAIÃO É JÁ UMA VILA CRIATIVA

Baião tem evoluído muito, reparem no contraste entre o antigo e o moderno:

 

 

 

 

 

Igreja de Campelo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avenida da Igreja

 

 

 

 

 

O chamado «Monumento»

 

 

 

 

 

 

Imagem de um Postal ilustrado  do Jardim de S. Bartolomeu

 

 

 

Outra imagem do mesmo «Monumento» e jardim de S. Bartolomeu num dia de neve e com uma cabine hoje inexistente

 

 

 

 

 

 

 

 

 Pedra/Brasão da chamada «Torre de Campelo» situada onde hoje é o edifício da Câmara Municipal

 

 

 

 

Gravura da antiga Torre de Campelo, demolida em 1927, para se construir o actual edificio da Camara Municipal

 

 

Camara Municipal de Baião

 

 

 

Os jardins antigos e os modernos, na actual Praça do Municipio

 

 

 

 

 

Marco Miliário, prova da passagem dos Romanos pelo Concelho, hoje recolhido no Museu Municipal

 

 

 

 

 

 

Tradições locais/ Forma de vestir (croça) e costumes (fiar o linho)

 

 

 

Ponte Romana

 

 

 

 

Tear doméstico tradicional

 

 

 

 

 

Parte da freguesia de Ribadouro, onde ainda circulavam os barcos Rabelos

 

 

Ponte Romana, hoje submersa, no local onde hoje existe o Cais Náutico de Ribadouro

 

 

 

 

 

Imagem da paisagem agreste e desabitada do Concelho

 

 

 

Antiga ponte pedestre, hoje inexistente

 

 

 

Estas imagens foram recolhidas de forma dispersa, de pessoas que as guardavam em suas casas. As fotografias actuais foram tiradas pelos alunos na localidade.

 

 

 

 

 

 

 

publicado por gerbasio às 16:10

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Sábado, 27 de Outubro de 2007

A História e o Património do nosso concelho

    O património de Baião não podemos resumi-lo em poucas linhas porque é resultado de uma longa história que se perde na bruma dos tempos.

  

  Temos alguns vestígios da fase em que os homens apenas sabiam caçar e colher os frutos silvestres, do período Neolítico (pedra nova, polida), com mais de cinco mil anos ficou-nos um vasto conjunto de monumentos megalíticos (pedras grandes) e de outros testemunhos ( vasos, lâminas, machados, contas de colar...) constituindo o Campo Arqueológico da Serra da Aboboreira, cujo ex - líbris é o Monumento Nacional Dólmen de Chã de Parada 1, em Ovil.

 

     No decorrer dos milénios e dos séculos, o homem foi deixando marcas no nosso concelho desde a  idade dos metais até ao domínio dos romanos, esses testemunhos foram-se acumulando e dando conta das mudanças operadas no modo de viver das populações locais ou para aqui deslocadas.

     O Tesouro de Baião, um dos melhores conjuntos primitivos de joalharia em ouro, a quantidade de Castros (alguns romanizados, com destaque para o do Cruito, no Gôve), os caminhos romanos, o marco miliário, levassem as epígrafes, as necrópoles, as aras dedicadas a Júpiter, são outros tantos exemplos da riqueza patrimonial que nos conta muitas histórias de uma longa história e que nos transporta a imaginação para outras que o rigor da ciência ainda não descobriu e deixa por conta de curiosas lendas.

     A introdução do cristianismo apresenta bem cedo as suas marcas e o mosaico polícromo paleo - cristão de Frende é caso raro no noroeste peninsular.

     Foi na passagem da Alta para a Baixa Idade Média que, à sombra do Castelo de Matos, nasceu a Terra de Baião, tenência de uma das mais nobres e antigas famílias ligadas à fundação de Portugal.

     Desse período vêm os Mosteiros de Santa Maria de Ermelo, em Ancede, junto ao Douro, cujas ruínas da igreja estão classificadas, com a sua linda janela gótica, e o Mosteiro de Santo André de Ancede, que foi sede de um Couto enriquecido constantemente até à extinção das ordens religiosas. O conjunto da Igreja, Capela da Senhora do Bom Despacho, Quinta e Convento dá-nos a conhecer muito mais do que a actividade religiosa dos frades que por ali passaram, particularmente nos aspectos culturais e económicos da região.

     De todas as igrejas e capelas se pode recordar muita outra história e apreciar algumas valiosas peças da arte sacra. Na paroquial de Valadares, por exemplo, conservam-se ainda vestígios muito raros de pintura a fresco datados do século XV. E não se pode esquecer que antes do concelho de Baião ter a configuração actual havia também o da Teixeira, onde o Pelourinho ali está como lembrança desses tempos.

 

    Mas também com raízes ancestrais foram contribuindo para a ocupação e desenvolvimento do território várias famílias nobres de que resultou outro aspecto interessante da humanização da paisagem: algumas dezenas de solares e casas apalaçadas que enriquecem a arquitectura do concelho. Algumas emprestam a sua fidalguia de bem receber ao turismo de habitação.

 

 

tormes

     A “Casa de Tormes” constitui exemplo à parte e único, porque, sendo antes de “Vila Nova”, o seu nome actual lhe vem da fantasia de Eça de Queiroz, que assim a imortalizou em “A Cidade e as Serras”. E deste jeito se fala também da relação privilegiada que Baião tem com outros escritores como Soeiro Pereira Gomes, Camilo, Visconde de Vila Moura, Augustina , Alves Redol e António Mota ou ainda, com o Cinema de Manoel de Oliveira.

 

 

     Património é também a literatura popular, o folclore, a gastronomia e os vinhos, mas o melhor que tem esta terra é, sem dúvida, a sua gente, de quem somos uma pequena imagem.

 



publicado por gerbasio às 11:32

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